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Metallica - Broken Beat and Scared
You rise, you fall, your down, then you rise again
What don't kill you make you more strong Rock In Rio 2008, Dia 05.Ora então vamos lá fazer o review do concerto de dia 5, o penúltimo dia do Rock In Rio. Isto segundo o que o meu cérebro analisou pela captura dos meus olhos, obviamente. Chegámos por volta das 17 horas, a temperatura estava boa por isso lá foi beber uma Pepsi. Fomos ver o André Indiana, não o conhecia e fiquei com boa impressão. É assim um som de Guns n' Roses bastante Fm para se ouvir como música de fundo. Ouvimos duas músicas e fomos passear. O local da música electrónica prometia, gostamos da logística e das ideias. Na altura que fomos lá era apenas um local de descanso onde se desfruta uma Bela Vista sobre Alvalade. Continuamos por ali fora e não pude deixar de exprimir um sentimento de caixeiro-viajante numa viajem no tempo no meio de uma feira medieval onde se grita pela atenção do viajante para os produtos da aldeia. Só faltava lá a mulher barbuda e o homem elefante porque os bobos, anões e brancas de neve pululavam pelo recinto. Este rock in rio é realmente um grande produto de marketing cheio de ratoeiras. Mas adiante. Passámos pelas casas de banho com carambolas gigantes a fazer de urinol para o xixi e casinhas amarelas, fedorentas em que o conceito de higiene se traduz num produto azul dentro de um grande alguidar onde flutuam dejectos sólidos tanto provenientes do ânus como da boca. O povinho lá esgrimia as suas opiniões: "eh lá, que belo mijatório" ... "que giro, vejo a tua pilinha daqui" ... "pilinha? Modera s.f.f. Sardão!" ... "olha lá ó badamerdas, ve lá se cagas mais depressa que eu estou á rasca" ... "wow, what the hell is this?! this is fuckin' genious" ... "To where goes all this pee?"... Tentei sair calmamente e procurei um bebedouro para lavar as mãos. Só o facto de ter tocado na porta da casinha deixou-me repugnado. Algumas performances de rua depois lá encostamos a um canto para ver Moonspell. O inicio foi arrepiante. As 4 meninas de negro qual princesas da escuridão tentavam tapar os olhos ao sol super quente e de chapa na boca de cena. Em frente a 4 timbalos dourados marcavam o ritmo reportando-nos a um tempo já esquecido. Bem ensaiado, e cheio de encenação, o espectáculo correu muito bem. Além do vocalista humildemente ter agradecido a oportunidade de terem aberto as hostes neste concerto, a banda mostrou bem que merece mais. Estão ao nível da primeira parte de Metallica. No final e cheios de pormenores positivos para descrever sobre Moonspell fomos beber mais uma Pepsi e comer as sandocas dos nossos patrocinadores oficiais. Duarte & Companhia. Logo a seguir uma passagem pelos Wraygunn, mas infelizmente já não fomos a tempo. Quem lá estava eram os velhos do Restelo. Tim cantava como se estivesse num club blues underground nocturno. O ambiente era muito mais depressivo e negro que o concerto de Moonspell poderia ter sido (que não o foi de todo.) Eis senão quando entra em palco Jorge Palma alcoolicamente satisfeito a fumar um cigarro que fez questão de apagar com o sapato em pleno palco. Tropeça num tripé, leva um cabo á frente consegue sentar-se á frente do piano e lá alcança o microfone com a sua voz cheia de expectoração e bronquite asmática. Olhei para a audiência e o que foi que eu vi... Tudo parado de boca aberta outros de boca fechada, toda a gente numa suposta viagem astral intelectual de esquerda num ambiente soturno e desaconselhável para cardíacos. Ouvi uma música e fui embora. No palco electrónico estava o Sr. Zé Pedro a tocar uns discos e umas meninas a dançar nuns poleiros. Com o pôr-do-sol como pano de fundo, adorei. O Zé Pedro é um artista. Um artista procura constantemente ultrapassar-se a si próprio. Um set super coerente, low profile e cheio de energia positiva ao mesmo tempo. Um óptimo começo no palco electrónica. Lá fomos nós ao Palco mundo a ver se os Apocalíptica já tinham terminado a sua guerra de galos. Ainda tivemos de ouvir umas galinhas a guinchar mas por pouco tempo, é que o vocalista tinha de anunciar no meio da sua performance para enviarem sms para o 44 46 ou lá o que era... para contribuir para não sei o quê. Estão a ver o que vos falava no inicio deste texto? Pois é. Bom e lá começou o concerto de Machine Head. Não tenho nada de mais a apontar dos Machine Head. O concerto até pode ter sido bom, mas o som era tão mau que fiquei sem perceber nada. Percebi que o Vocalista era uma mistura de Celine Dion com o Animal dos Muppets. Faltou o cocas a manda-lo parar. Quando ao fim de 5/7 minutos dos restantes membros terem saído do palco é que Robb Flynn, olhando para trás e para os lados, lá se convenceu que já era tempo de saír também. Bom, ao menos o rapaz gostou do público. Da minha parte também gostei dele, achei-o simpático, sorridente mas um pouco chato, mas isso deve-se concerteza á presença colombiana no mundo. Finalmente os Metallica. Os Metallica Road Crew é uma máquina difícil de igualar. O backstage foi montado em minutos e o palco estava pronto para receber os músicos sem qualquer direito a preocupação logística. Mas não apareciam. demoraram... Pensei: "Estão a pedir ao Lars para falar na história dos sms's e ele está a negociar qual é a parte deles na receita". Ao final de meia hora á espera entram em palco Lars, o baterista e Robert, o baixista. Seguiu-se James e Kirk. Vieram nitidamente preocupados com alguma coisa. Talvez tenha sido uma discussão sobre a cor das meias do Robert. Mas ele deve ter conseguido vencê-los porque as meias brancas e o calção de desporto é definitivamente a indumentária do baixista dos Metallica. Creeping Dead foi a primeira e Enter Sandman a última. No encore tocaram os clássicos dos Misfits e Anti Nowhere League. Momento alto terá sido o Damage, Inc. e a One por causa dos pirotécnicos. Metallica é tão bom que até chateia. Nota negativa penso ter sido um set óbvio, cheio de temas orelhudos para agarrar todos do principio ao fim. Não tocaram nem um único tema do St. Anger o que me deixou pessoalmente triste sendo para mim o melhor álbum da carreira deles. Outro ponto negativo é a exclusividade do grupo renascença na cobertura do evento. Ao não darem hipóteses aos grupos concorrentes de fazer um bom serviço, fizeram eles um péssimo serviço. É o que se chama: Não come nem deixa comer. No final ainda tivemos alguma força para chegar ao palco electrónica onde tocavam os 2 Many Dj's. Não cheguei a perceber se as tonturas que sentíamos os dois era do som enjoativíssimo dos 2 Many Dj's se da nuvem de haxixe e nicotina onde estivemos durante 2 horas. James, se soubesses o que fazemos para ver-te tocar... Pois é, 2 many Dj's é uma merda mas uma merda tão mal cheirosa que falei mais das casas de banho que irei falar deles. Para o ano esperamos conseguir mais apoios dos nossos patrocinadores Duarte & Companhia a fim de ver mais artistas bons. Hoje é dia de Dj Vibe e Stereo Addition no palco electrónico que vai ser bom estou certo. Nós é que não conseguimos patrocínio para os dias todos. João Gonçalves, o critico de cinema deste circo que é a vida volta para a próxima novela protagonizada pelos lobbies mais perto de si! Até lá. The Wall - The MovieEm 1982, o filme de The Wall foi uma interpretação do disco The Wall de Pink Flyod. Pink [Bob Geldof] é um "war baby" (expressão muito usada na Europa para referir as crianças que nasceram durante ou logo após a Segunda Grande Guerra por nunca terem conhecido os pais). A perda e a decorrente ausência do pai é “compensada” pela superproteção da mãe, que escolhe desde as roupas de Pink até suas namoradas (não aparece no filme, mas sim no tema Mother). Sua infância também não foi agradável: foi o alvo preferido do professor [O video em baixo representa essa parte da sua vida].Pink cresce e torna-se uma estrela rock que, ao não suportar a pressão, cai em depressão. Passa então a negligênciar a esposa (que se envolve com outro homem) e a sofrer alucinações. Como resultado tenta cometer suicídio mas é salvo por um médico. [Confortably Numb] Dopado, Pink segue para um de seus shows, onde manipula a platéia e usa seu poder para que a platéia siga em frente e “limpe o mundo dos males das sociedades”. Após um de seus colapsos, Pink declara-se cansado de viver assim e pede para voltar a ser quem era antes. Segue-se então um julgamento na sua mente onde ele encara seu passado. Mãe, esposa e professor depõem contra ele e a sentença do juiz é que cesse seu isolamento do mundo externo. |
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